
Existe um homem que escreveu o livro mais lido da Idade Média depois da Bíblia. Um homem que, condenado à morte injustamente, transformou sua cela em escola de filosofia. Um homem cuja obra atravessou mil anos influenciando reis, monges, poetas e teólogos.
Esse homem chama-se Anício Mânlio Severino Boécio, e sua história é, ao mesmo tempo, uma tragédia política e um triunfo do espírito.
Estudá-lo não é apenas um exercício de erudição histórica, é redescobrir o elo perdido entre a sabedoria antiga e a tradição cristã ocidental, entre Atenas e Roma, entre Platão e a cristandade medieval.
Quem ignora Boécio ignora um dos pilares sobre os quais se ergueu toda a cultura clássica europeia.
