
Às vezes, o estudo parece apenas consumir as últimas reservas da nossa energia. A mente fica turva, a leitura perde o brilho, e aquilo que antes despertava curiosidade passa a parecer um peso.
Nesses momentos, muitas pessoas concluem apressadamente que perderam a disciplina ou já não nasceram para a vida de estudos. Quase nunca é isso. Em grande parte dos casos, o que existe é um quadro de cansaço mental que foi ignorado por tempo demais e que, aos poucos, comprometeu a qualidade do seu tempo de estudo.
Não se vence esse estado apenas com mais cobrança.
A insistência cega pode piorar o problema, porque exige da mente exausta aquilo que ela já não consegue oferecer. O primeiro passo é compreender as causas do desgaste e restaurar as condições do estudo frutífero.
Quando a inteligência volta a respirar, o hábito de estudar deixa de ser um fardo e retoma sua dignidade própria. É nesse ponto que o estudante começa não apenas a produzir mais, mas a estudar melhor.
