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Vivemos como cidades sem muralhas, expostas a tudo o que passa, vulneráveis a cada estímulo que solicita nossa atenção.

A mente moderna raramente repousa em si mesma. Ela reage, se dispersa, se fragmenta.

O resultado é uma vida conduzida mais por impulsos do que por juízo. É nesse ponto que o estoicismo prático revela sua atualidade silenciosa e exigente.

Longe de ser uma filosofia de resignação, ele nasce como uma arte rigorosa de governo interior, voltada à formação de homens capazes de permanecer senhores de si em meio à instabilidade do mundo.

  • Epicteto ensinava que a raiz da liberdade está em reconhecer com clareza o que depende de nós e o que nos escapa.

  • Sêneca advertia que uma alma sem direção interior se torna presa fácil das paixões e das opiniões alheias.

  • Marco Aurélio, no exercício diário da reflexão, recordava a si mesmo que a mente pode conservar sua dignidade mesmo cercada pelo caos.

Esses autores não escrevem para ornamentar a inteligência, mas para educar o caráter.

Retomar o governo de si é recuperar o centro perdido da existência. Trata-se de uma tarefa intelectual, moral e prática.

Quem trilha esse caminho não busca endurecer o coração, mas ordenar a alma. Não aspira controlar o mundo, mas aprender a não ser dominado por ele. É nesse ponto que a filosofia deixa de ser discurso e se torna forma de vida.

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